Já faz alguns anos que assistimos a postura dos canais de rádio e televisão do nosso Estado, tomando posições de acordo com os interesses políticos dos seus administradores. Não poderia ser diferente, haja vista que as concessões das emissoras de rádio e televisão são dadas a pessoas de grande poder político, que tem seus interesses a preservar.
Entretanto, tais posicionamentos ocorriam de forma mais discreta. As mensagens eram impostas nas entrelinhas. Nos últimos dias, contudo, mais precisamente após a vitória nas urnas do Governador Ricardo Coutinho, e com a implementação de ações de moralização salvaguardando o interesse público, praticamente todas as emissoras do estado vêm implementando uma verdadeira caça às bruxas às ações praticadas pelo novo governador.
Os problemas apresentados diariamente são os mesmos que haviam há um ano, a saúde caótica, a falta de segurança, a educação enganosa, o défcit de moradias, as estradas esburacadas, etc. Então por que naquela época as emissoras paraibanas procuravam ocupar os seus horários com notícias sobre fatos ocorridos em outras Regiões do Brasil ou do exterior? Falavam de jogos olímpicos, do futebol espanhol. de tsunami na Ásia, e outros, mas pouco se falava dos problemas locais.
O curioso é que após ação da Secretaria de Finanças do Estado , que cobrou dívida de um Grupo Empresarial referente a sonegação fiscal, ocorrida na gestão do Governo anterior, e cujos proprietários também são donos de Grupo de Rádio e Televisão da Paraíba, as notícias sobre a situação caótica do Estado da Paraíba vem sendo mostrada todos os dias, sem o menor compromisso com a imparcialidade, mas de forma acintosamente tendenciosa.
Não digo que tais notícias não devessem ser mostradas, pelo contrário, a imprensa tem obrigação de cobrar dos poderes públicos as providências necessárias. O problema é que isso não acontecia nas gestões passadas, pelo menos, não dessa forma.
É lamentável. Sobretudo porque tenta incutir na opinião pública a idéia de que um Governo que teve início há apenas seis meses, segue sem Rumo, o que não é verdade.
Apesar dos inúmeros problemas existentes, este governo, diferentemente do outro que usava como slogan “Austeridade e Desenvolvimento”, mas não conjugava nenhum dos dois verbos, vem implementando uma verdadeira reorganização do Estado. E se as forças ocultas permitirem, talvez aquelas mesmas de que falava o saudoso Getúlio Vargas, iremos ao final do mandato do Governador Ricardo Coutinho, descobrir o verdadeiro significado das palavras AUSTERIDADE e DESENVOLVIMENTO.
E tenho dito.